O Avivamento
No dia seguinte, 13 de setembro de 1970, Deus fez um reboliço na Igreja que frequentavam, usando o próprio pastor responsável por aquela Igreja. Numa mensagem muito curta e cheia da unção do Espírito Santo, baseada em II Cor. 5.17, o povo sentiu a presença de Deus. Muitos corações foram quebrantados e muitas vidas foram salvas.
Durante seis semanas, a Igreja viveu um momento lindo de atuação de Deus. As mensagens foram ungidas e poderosas, os corações foram transformados, houve curas de enfermidades, problemas foram resolvidos de maneira sobrenatural e houve um grande interesse pela Palavra de Deus e pelas reuniões de oração. O avivamento espiritual realmente chegara ali.
A reunião de oração das sextas-feiras passou de seis para até sessenta pessoas. No dia 23 de outubro de 1970, esteve presente na reunião, um casal de missionários que Deus usou com poder para ministrar sobre cada um dos presentes. O pastor da Igreja também estava presente. Houve profecias, curas, revelação, de maneira maravilhosa. Nessa madrugada, a irmã Beralice do Amaral foi batizada com o Espírito Santo. No dia seguinte, em sua casa, na intimidade de seu quarto, a irmã Leila foi batizada tambem. Estas manifestações sobrenaturais do Espírito Santo eram completamente novas para aquele Grupo. Havia um fogo de Deus queimando os seus corações. Outros foram balizados em ocasiões e circunstâncias diferentes. Era o fogo de Deus “pipocando” para todo lado.
Na noite desse sábado seguinte, 24 de outubro de 1970, houve uma vigília na Igreja. Havia muitas pessoas presentes, vindas também de outras igrejas de Osasco. Vigílias de oração eram uma novidade, naquela época. Lá pelas duas horas da madrugada, o Espírito Santo começou a manifestar-se de maneira poderosa. Havia muito choro, clamor, quebrantamento, alegria e tudo o mais. Quando o barulho foi aumentando, o pastor da Igreja levantou-se e acabou com a reunião, despedindo-nos para nossos lares, depois de repreender a Igreja por causa do som que fazíamos.
A partir daí esse Grupo de oração foi muito perseguido pela liderança da Igreja, acusado de trazer doutrina e costumes estranhos aos que a Igreja aceitava oficialmente. No entanto, o Grupo avivado ia crescendo. Muitas almas foram salvas e várias foram balizadas com o Espírito Santo.
O Grupo se identificou com o movimento de avivamento que estava acontecendo no País, em várias denominações, participando de Encontros de Avivamento Espiritual: no carnaval de 1971, em Assis, depois em Bauru, em Maringá, em Londrina e outros lugares. Em 20 de abril de 1972, um ano e sete meses depois que o avivamento chegou, foram convidados a deixar aquela comunidade, recebendo comunicação individual do Conselho da Igreja de sua exclusão.
Estância Palavra da Vida
Fev. 1970
No domingo, dia 23 de abril de 1972, às 9h, na casa do Presb. Luiz Mantoanelli, houve uma reunião dos irmãos: Presbíteros Ageo Silva, Luiz Mantoanelli, Benedito Soares Rodrigues e Hugo Hardt mais os diáconos: Bento de Oliveira do Amaral, Hélio Chicole, Jandyra Gonçalves Negrão, Samuel Barreiros, Leontina Motta e irmã Maria Mantoanelli. A irmã Leila não compareceu porque havia dado à luz ao Raphael, uma semana antes. O desejo do Grupo era que toda a Igreja fosse alcançada pelo Espírito Santo. Os irmãos nunca pensaram em sair da Igreja! Nessa reunião, em meio a muita oração e lágrimas, o Grupo decidiu aceitar a decisão e se retirar da IPI. Solicitaram a presença do Rev. Egídio Costa, na época pastor interventor da IPI, para ser comunicada a decisão do Grupo. Ele se mostrou satisfeito com a atitude. Prometeu ajudar o Grupo em tudo que lhe fosse possível. O Grupo solicitou autorização para usar o Salão de propriedade da IPI, na Av. Yara, 155, seu antigo templo, que estava em desuso. O Reverendo prometeu cedê-lo, depois de dar conhecimento à IPI.
No dia 30 de abril, às 9h, o Grupo reuniu-se novamente, agora na casa do Presb. Orlando Motta. Compareceu o Rev. Egídio para comunicar que a decisão da Igreja era de não ceder, não alugar e não vender o antigo templo ao Grupo de Avivados. Então o Grupo pediu ao Rev. Egídio que, ao menos, em prestasse temporariamente algumas dezenas de cadeiras para as reuniões do Grupo, o que também foi negado.
Nesta oportunidade, o irmão António Alcebíades de Castro, da Igreja Presbiteriana, ofereceu a sua casa para que o Grupo ali se reunisse, até que encontrasse um salão. Seu endereço era Rua Benedito Américo de Oliveira, n.4, Vila Yara.
Assim, no dia 7 de maio de 1972, os irmãos fizeram a primeira Escola Bíblica Dominical, naquele local. Eram 45 pessoas do grupo e mais 9 visitantes. A maioria dos adultos era composta por jovens casais. O livro de Atas e Registros diz assim: “Deixamos de anotar aqui os nomes dos irmãos que estiveram presentes a esta primeira Escola Dominical a fim de evitar que nos gloriemos por essa razão, pois é a Deus que devemos Toda Glória, Louvor e Honra.
Grupo da IPI que recebeu avivamento espiritual – 1970
Após essa Escola Dominical, o Sr. Alcebíades ofereceu ao Grupo o terreno vazio, ao lado de sua casa, para que fosse construído um Salão para os cultos. Os chefes de família consideraram essa proposta e aceitaram a oferta do irmão. Nomearam imediatamente uma Comissão de Construção para cuidar do assunto com a maior rapidez possível: Luiz Mantoanelli, Hugo Hardt, Ageo Silva e António Alcebíades. Ficou acordado que, quando o Sr.Alcebíades tivesse condições financeiras, reembolsaria à Igreja em Organização a quantia que fosse gasta na construção.
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